A alocação de ativos é uma das melhores estratégias para ampliar o capital fazendo investimentos no mercado financeiro, com maior controle sobre os riscos. Mas, o que é isso? Na prática, a alocação de ativos é a diversificação da carteira de investimentos. É uma solução inteligente para diversificar.

Ao invés de direcionar todo o capital a um único investimento, você aplica o dinheiro em vários ativos, mantendo, assim, uma carteira equilibrada e sólida para enfrentar os altos e baixos do mercado financeiro. Ou seja, a baixa de um ativo será compensada pela alta de outro.

A alocação de ativos funciona como uma blindagem da carteira de investimentos, possibilitando ao investidor ganhar dinheiro, a longo prazo, com mais segurança. Com esta estratégia, o plano de investimentos é ajustado conforme as oscilações do mercado financeiro, com controle de riscos.

Uma carteira de investimentos pode ser composta, basicamente, por ativos de três grupos: renda fixa, ações e fundos imobiliários. No grupo de renda fixa, estão os fundos de renda fixa, certificado de depósito bancário (CDB), títulos do Tesouro Direto e debêntures. A alocação de ativos também pode incluir cotas de fundos imobiliários e cotas de fundos de índices (ETF), compostos por dezenas de ações negociadas na Bolsa de Valores. O segredo está em fazer uma alocação de ativos balanceada.

• Ativos seguros, que são menos arriscados. Exemplos: Fundos de Renda Fixa, Tesouro Direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário), CDI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Câmbio Agrícola).

• Ativos moderados, que é uma categoria de alto risco, porém, com excelentes chances de rentabilidade, como os fundos imobiliários, debêntures e títulos privados.

• Ativos arriscados, são muito mais voláteis, ou seja, sofrem variações bruscas a curto prazo influenciadas pelo mercado, como é o caso das ações e fundos de renda variável.

 

6 planos de alocação de ativos

 

1. Estratégico: Na alocação estratégica a expectativa de retorno é a longo prazo. Com base no retorno esperado, o investidor faz uma composição proporcional de ativos. Por exemplo: se a renda fixa proporciona um rendimento de 10% e as ações, a longo prazo, 20%, o investidor decide aplicar metade do capital em renda fixa e os outros 50% em ações, obtendo um retorno médio de 15%.

2. Ponderado: É importante saber comprar e vender na hora certa para manter o equilíbrio da carteira. Este é o objetivo da alocação de ativos ponderada. Se um grupo de ativos estiver em baixa, o investidor pode aproveitar para comprá-los e, na alta, vendê-los com ganho financeiro porque se tornaram muito caros. Neste tipo de estratégia, especialistas recomendam balancear a carteira de investimentos sempre que um ou mais ativos apresentarem desvio de 5% ou mais.

3. Tático: É um plano mais flexível, que permite fazer investimentos de curto prazo quando o momento for oportuno, mas sem alterar substancialmente o planejamento a longo prazo. Ou seja, o investidor faz uma alteração tática no planejamento inicial, aproveitando um momento favorável para ganhar dinheiro a curto prazo. Ao atingir o objetivo, retoma o plano original, com foco em rendimentos a longo prazo.

4. Dinâmico: O plano de investimentos na alocação dinâmica pode ser alterado sempre que houver oportunidades de ganhos a curto prazo. Um ativo em queda é vendido rapidamente, mas se o mercado emitir sinais de recuperação poderá ser recomprado. Exige acompanhamento constante do mercado financeiro, para tomar decisões com agilidade, vendendo ativos em queda e comprando ativos em alta.

5. Segurado: Com uma margem de risco definida, é possível apostar em ativos mais voláteis, com melhor rentabilidade, mas sem ultrapassar o limite de perdas, que comprometa o capital investido. Ou seja, se não atingir o retorno esperado e o resultado ainda ficar abaixo do limite pré-estabelecido para perdas, é necessário reequilibrar a carteira com ativos de menos arriscados.

6. Integrado: Alocação integrada de ativos é uma combinação das estratégias anteriores, desde que os ativos sejam compatíveis (os planos ponderado e dinâmico, por exemplo, não podem ser misturados na alocação integrada). É um arranjo que combina prazo, rentabilidade e menor risco, mas sem se tornar uma alocação de ativos estática.

Para você definir a melhor estratégia da alocação de ativos, analise sua capacidade de investimento (valor disponível e periodicidade dos aportes), objetivos do investimento, prazo para o retorno desejado.

Como na alocação de ativos você escolhe duas ou mais classes de investimentos, é importante definir uma carteira equilibrada para ter mais controle de riscos e fazer o acompanhamento do mercado financeiro.

Gostou dessas dicas sobre alocação de ativos?


Quer saber mais sobre investimentos? Baixe o e-book gratuito sobre Tesouro Direto.

Aceito amor e uma xícara de chá se você gostar. 🙂

Como utilizar a alocação de ativos para diversificar seus investimentos
Classificado como:    

Deixe uma resposta