Esse post é para você que tem uma graninha na poupança e deixa lá porque acha que é muito pouco para tirar ou acha que não conseguirá uma boa alternativa sem um valor astronômico. Segura a minha mão e vem aprender a investir no Tesouro Direto, que tá mais que na hora de você dar esse passo.

 

O que é esse tal Tesouro Direto?

É a plataforma onde são vendidos os Títulos Públicos, que são como “notas promissórias” do governo, diretamente para pessoas físicas (nós, rs) pela internet . É como se o investidor emprestasse dinheiro para o governo em troca da garantia de uma remuneração acordada. Essa remuneração ocorre na data de vencimento do título, que em geral é de no mínimo dois anos, resgatado de forma automática pelo sistema. Se precisar do dinheiro antes, você pode vender de volta pro governo por mais do que pagou, mas menos do que ganharia se esperasse. É um investimento único, ou seja, não tem mensalidade.

 

Como funciona

Vou deixar que o próprio Tesouro Direto explique para vocês:

“Os títulos públicos são ativos de renda fixa, ou seja, seu rendimento pode ser dimensionado no momento do investimento, ao contrário dos ativos de renda variável (como ações), cujo retorno não pode ser estimado no instante da aplicação. Dada a menor volatilidade dos ativos de renda fixa frente aos ativos de renda variável, este tipo de investimento é considerado mais conservador, ou seja, de menor risco.

Ao comprar um título público, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo, ou seja, você receberá o que emprestou mais os juros sobre esse empréstimo. Dessa maneira, com o Tesouro Direto, você não somente se beneficia de uma alternativa de aplicação financeira segura e rentável, como também ajuda o país a promover seus investimentos em saúde, educação, infraestrutura, entre outros, indispensáveis ao desenvolvimento do Brasil.”

Ou seja: você ganha dinheiro e ainda ajuda o país. Não é uma maravilha?

Na prática, tudo o que você precisa fazer é entrar no site da sua corretora ou do Tesouro Direto (mesmo pelo site do Tesouro Direto, o cadastro na corretora é obrigatório) e escolher um título conforme uma tabela semelhante a essa:

Para entender a tabela

A taxa é ao ano, o que significa que o primeiro título, por exemplo, Tesouro IPCA + 2019 (NTNB Princ) paga para cada ano que a pessoa ficou com ele 5,72% + o valor do IPCA (que é a inflação) do ano correspondente.

É possível comprar 10% do valor do título, ou seja, não precisa comprar ele todo. Nesse caso, o mínimo para investimento no título seria de R$ 51,99. Bem acessível, né? Têm títulos mais baratos ou mais caros, como você pode ver na tabela. E dá pra comprar 20% ou 50% etc.

Aqui tem a explicação completa da tabela. 🙂

 

Os custos e a rentabilidade

Para se investir no Tesouro Direto, são cobrados imposto de renda e taxas de corretagem, mas em geral ainda assim vale a pena se você for ficar até o final do prazo. Nesse dia o dinheiro entra líquido na sua conta e você só precisa aproveitar ou reinvestir. 🙂

Dica da Leila: certas corretoras não cobram taxas para investimento em Títulos Públicos. Escolha bem a sua!

No caso deste primeiro título, a rentabilidade líquida (depois de descontados os impostos e considerando nula a taxa da corretora) ficou em 11,02% ao ano.

Olha a simulação completa (com previsão de IPCA em 7% a.a.):

Para ajudar a calcular quanto você vai receber, eu recomendo a calculadora do próprio Tesouro Direto.

 

Para entender os nomes

  • Tesouro Selic (antiga LFT – Letra Financeira do Tesouro): remunerado pela taxa Selic (somente a taxa Selic). Não tem pagamentos semestrais de juros: paga toda a remuneração acumulada no vencimento. É boa porque acomapnha a inflação do período.
  • Tesouro Prefixado (antiga LTN – Letra do Tesouro Nacional): rendimento acordado no momento da compra (paga a taxa que diz ali na tabela). Não tem pagamentos semestrais de juros.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antiga NTN-F – Nota do Tesouro Nacional, Série F): rendimento acordado no momento da compra, mas com pagamentos de juros semestrais (também chamados de cupons – entram uns dinheirinhos a cada semestre para quem comprar esse título, valor que depois é descontado do dinheiro a ser recebido na data do vencimento).
  • Tesouro IPCA + Juros Semestrais (antiga NTN-B – Nota do Tesouro Nacional, Série B): indexados à inflação (IPCA) e acrescidos de uma remuneração prefixada (ou seja, paga o IPCA e mais aquela taxa que diz ali na tabela). Tem pagamentos semestrais de juros.
  • Tesouro IPCA (antiga NTN-B Principal): indexado à inflação (IPCA) e acrescido de uma remuneração prefixada. Não tem pagamentos semestrais de juros.

 

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E aí, perdeu o medo do Tesouro Direto? Conta mim nos comentários! 🙂

 

Tesouro direto: como investir em Títulos Públicos
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