Em pleno século XXI nós mulheres ainda batalhamos por empregos, espaço e respeito. Até hoje a base salarial é desigual entre os gêneros. Globalmente, nós recebemos valores muito menores do que os homens, ganhando em média apenas 60 a 75% dos salários masculinos. Ou seja, a divisão sexual do trabalho tem prevalecido nos quatro cantos do mundo.

Muitos empregadores costumam justificar que as mulheres são mais propensas a exercer atividades de baixa produtividade e a trabalhar no setor informal. Elas são vistas como dependentes econômicas e impossibilitadas de assumir serviços de chefia. Porém, estudos já cansaram de demonstrar o quanto uma mulher pode ser eficiente, e capaz de realizar mais de um trabalho ao mesmo tempo.

Por isso fica a dúvida, será que a divisão sexual do trabalho existe devido as “incapacidades profissionais” das mulheres? Ou seria mais uma questão de desigualdade de gênero? Não precisamos pensar muito para responder a esses questionamentos, certo? Calcula-se que as mulheres poderiam aumentar sua renda em até 76%, se não fossem discriminadas no mercado de trabalho.

 

Desvalorização da força de trabalho

 

As mulheres têm responsabilidade desproporcionais, se compararmos as atividades atribuídas aos homens. Nós dedicamos cerca de três horas a mais por dia para o trabalho doméstico e à família do que os homens. E isso afeta diretamente e negativamente nossa participação na força de trabalho.

Ao invés das jornadas duplas de trabalho feminino (casa/trabalho) serem vistas como algo que mostra o poder da mulher e como nós damos conta de qualquer trabalho, não é bem isso que acontece. Nós somos desqualificadas pelas empresas (gerenciadas por homens, claro) e que perpetuam a divisão sexual do trabalho. E essa divisão prejudica a ocupação feminina de cargos dentro das empresas. No fim das contas, acabamos ficando responsáveis por funções menos valorizadas na sociedade.

Quando o trabalho remunerado e o não remunerado acabam sendo necessários, nós trabalham mais do que os homens, com menos tempo para educação, lazer, participação política e autocuidado. Apesar de terem acontecido melhorias nos últimos 50 anos, os homens passam mais tempo no lazer, enquanto as mulheres passam mais tempo fazendo tarefas domésticas.

E você aí, acreditando que a divisão sexual do trabalho estava longe, não é? Pois ela é real e está presente na vida das nossas mães, tias, avós e até na nossa jornada.

 

Resultado da divisão sexual do trabalho

 

As mulheres são mais propensas do que os homens a trabalharem no emprego informal. As diferenças de gênero nas leis também afetam as economias em todas as regiões, países e continentes. É preciso que as pessoas entendam que a igualdade econômica das mulheres é bom para os negócios.

As empresas se beneficiam grandemente ao aumentar as oportunidades de liderança para as mulheres, porque isso significa aumentar a eficácia organizacional. Estima-se que as empresas com três ou mais mulheres nas funções de gerência levam mais resultado para os empreendimentos do que os homens. Então, por que sustentar a divisão sexual do trabalho?

 


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Divisão sexual do trabalho? Isso ainda existe?
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