A palavra tributação pode até parecer um pouco incomum para o seu dia-a-dia. Mas garanto que faz grande diferença quando se trata do seu dinheiro investido. Entender quanto você paga de impostos é super importante.  Mas não se preocupe, abaixo vou lhe explicar tudinho sobre esse mundo de aplicações financeiras e como você deve se comportar dentro dele, o que deve fazer e como não cair em armadilhas.

Imposto de Renda

A palavra imposto de renda não lhe é muito estranha, certo? Mas você sabe como funciona a declaração do IR para aplicações de renda fixa? Bem, vamos lá. Os investimentos de renda fixa são inúmeros no Brasil. Você pode optar CDB (Certificado de Depósito Bancário) ou até por uma poupança.

E, a renda fixa é a grana que essas aplicações lhe rende dentro de um determinado período. Até aqui, tudo bem? Então vamos continuar. Pois essas aplicações devem respeitar um sistema de tributação.

O percentual do IR para faturar com com títulos de renda fixa segue uma tabela,  que é regressiva.

1. Até 180 dias: 22,5% 

2. De 181 e 360 dias: 20,0%3.

Entre 361 e 720 dias: 17,5% 

4. Mais que 720 dias: 15,0%

Então, fica claro que os investimentos devem ser feitos com prazos maiores. Acima de dois anos, para ser mais específica. É claro que os bancos têm atualmente outras opções de investimentos.

E algumas delas, como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e  a LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Ou a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), que são isentas de imposto de renda. No entanto, o rendimento delas não é tão atrativo, como os outros tipos de investimento.

IOF

Já o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) não é muito bom para quem faz investimentos de curto prazo. E sabe, porque? Porque apenas as aplicações com prazos menores que vão ter incidência dele. Então, quanto mais tempo você deixa a grana render, menos tributação paga.

Neste caso, o percentual de IOF sobre o seu investimento vai de 96%, para aplicação de um dia. Até, 1% para aplicações de 29 dias, e de 0% para investimentos a partir de 30 dias.

Como declarar

É preciso que você saiba que todas as aplicações devem ser informadas. Então, se você tem saldo em poupança, investimentos em títulos do Tesouro Direto ou CDBs, tem que declará-los como bens.

No caso de investimentos de renda fixa, que são superiores a 140 reais o saldo deve ser informado na ficha de Bens e Direitos. Isso é uma exigência do código 45, que trata da aplicação de renda fixa em geral. O mesmo funciona para saldos em conta poupança que tem valor superior a 140 reais. Eles também devem ser declarados na ficha de Bens e Direitos, respeitando o código 41.

 


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Como funciona a tributação dos investimentos de renda fixa?
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