“Na escola, garotas são menos interessadas em liderança que os garotos. Elas têm medo de serem chamadas de ‘mandonas’”. Essa é uma das frases do vídeo Ban Bossy — I’m not bossy, I’m the boss, vídeo da fundação Lean In, que aborda como as meninas são vistas quando assumem atitude de líderes. No Brasil, segundo a Fundação Getúlio Vargas, as mulheres são 45% da força de trabalho, mas só ocupam 7,9% dos cargos de diretoria.

 

Discriminação de gênero no mercado de trabalho

 

É necessário romper o preconceito de gênero. Um relatório da McKinsey & Company, empresa americana de consultoria, mostra que os homens são promovidos com base no potencial, enquanto as mulheres o são com base no histórico de realizações. Ou seja, para ascenderem profissionalmente, os homens precisam apenas convencer de que serão capazes. Nós precisamos convencer de que já somos.

Mesmo com todos os avanços, continuamos a receber apenas 75% dos salários masculinos. Na prática, enquanto um homem recebe em média R$2146, recebemos R$1614. Realizamos o mesmo trabalho, com remuneração menor. Isso se deve, em parte, à desconfiança de que a mulher irá ser uma funcionária menos dedicada por causa dos filhos.

Embora ocupe um lugar de destaque no mercado profissional, a mulher ainda é vista como a responsável por manter a casa e a família em ordem. Após a jornada de trabalho na empresa, em geral também precisamos cuidar da faxina e da educação dos filhos. As mulheres têm jornada média em afazeres domésticos maior do que o dobro da observada para os homens (20,6 horas/semana para mulheres e 9,8 para homens). Apesar de sermos vistas como o “sexo frágil”, recai sobre nós a responsabilidade pelo âmbito privado, mesmo após um dia estafante de trabalho.

 

O empoderamento feminino como desenvolvimento sustentável

 

Segundo a Onu Mulheres, “empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável”. Investir na liderança feminina é a forma mais eficiente de reduzir a desigualdade e facilitar o crescimento econômico.

Quer saber mais sobre finanças? Tem um curso online completinho!

E o melhor: essa primeira edição é de graça.
Aceito amor e uma xícara de chá se você gostar. 🙂

quero

 

 

“Eu não sou mandona. Eu sou líder”

Deixe uma resposta