Gente, tô achando cada vez mais importante esclarecer alguns pontos sobre o feminismo porque, olha, tenho ouvido cada coisa… Então vamos lá: em primeiro lugar, o feminismo não é o oposto de machismo. Feminismo é a luta das mulheres pela igualdade de direitos.

São exemplos de luta feminista o direito à educação e ao voto, mas não só esses. A luta feminista é para que a sociedade seja justa para homens e mulheres. É para derrubar o monte de “não pode” que ainda hoje existem.

 

Origem da expressão tão temida (rs) e as ondas do movimento

A palavra “feminismo” é atribuída a Charles Fourier, um socialista utópico e filósofo francês, que teria inventado a palavra em 1837. A partir daí, a ideia se espalhou pela Europa e Estados Unidos. A Primeira Onda do Feminismo aconteceu no século XIX e focou-se na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres e na oposição aos casamentos arranjados. Mais para o fim do século, acrescentou-se à pauta a luta por poder político. Foi nesse contexto que surgiram As Sufragistas.

A segunda Onda do Feminismo deu-se durante o século XX. O movimento continuou a lutar pelo direito a voto, além de reivindicar mais liberdade no casamento. Na época, a mulher era considerada propriedade do marido, que poderia autorizá-la ou não a trabalhar. O símbolo maior deste período é a publicação do livro O Segundo Sexo, da filósofa francesa Simone de Beauvoir, leitura obrigatória feminista.

Mais recentemente, a partir de 1990, a Terceira Onda do Feminismo questiona a hegemonia branca e de classe média na luta do movimento. Ela prega uma diversidade cultural maior, com a inclusão de mulheres “esquecidas” pelo feminismo. Claro que este não é um movimento homogêneo, e nem pretende ser. O debate interno é positivo e favorável ao crescimento do grupo.

 

O feminismo hoje

Um dos maiores expoentes atuais do feminismo é a ONU Mulheres, cujo Plano Estratégico destaca a necessidade de autonomia financeira feminina. Das cinco metas do Plano, quatro focam em aumentar o acesso de mulheres e meninas a recursos, serviços e apoio para fortalecer nossa liderança e representação política, aumentar nosso poder econômico, ou eliminar as diferentes formas de violência por nós enfrentadas.

Neste sentido, uma das prioridades da ONU Mulheres, apresentadas pela Diretora Executiva Michelle Bachelet no documento Visão e Plano de Ação para os 100 dias, é aumentar o empoderamento econômico das mulheres.

Claramente, feminismo e finanças têm tudo a ver, não? (Puxando a brasa para a minha sardinha, haha.)

 

Uma breve história do feminismo

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